Itaquá recebe nova intervenção artística do projeto Jardins Comestíveis no Parque Ecológico
Obra transforma desenhos de estudantes da EMEB Augusto dos Santos em estrutura floral e reforça a integração entre arte, educação ambiental e natureza

A Prefeitura de Itaquaquecetuba iniciou uma nova etapa do projeto Jardins Comestíveis, no Parque Ecológico Mário do Canto, em parceria com a ONG Dia da Terra Brasil e a EDP. A segunda intervenção artística realizada no espaço está em andamento e transforma desenhos e referências do imaginário dos estudantes da EMEB Augusto dos Santos em uma estrutura floral integrada à paisagem do parque.
Concebida pelo artista Jean Paul Ganem, a obra busca aproximar arte, natureza e educação, valorizando a participação das crianças na construção de espaços públicos voltados à aprendizagem, à convivência e à sustentabilidade.
O prefeito Delegado Eduardo Boigues destacou a importância da iniciativa para a valorização do parque e o envolvimento da comunidade.
“A iniciativa fortalece a utilização do parque como espaço de educação e convivência. Estamos deixando o lugar cada vez mais vivo, onde a população pode aprender, produzir, conviver com a natureza e participar da construção da cidade. Essa obra, criada a partir dos desenhos das crianças, mostra que a educação e a cultura podem transformar os espaços públicos”, afirmou.
Arte e educação ambiental caminham juntas
A participação dos estudantes é um dos destaques desta nova intervenção. Os desenhos produzidos em ambiente escolar serviram de inspiração para a criação artística, levando o conhecimento e a criatividade das crianças para além da sala de aula.
Para a secretária de Meio Ambiente, Yasmim Zampieri, a iniciativa amplia as possibilidades educativas do projeto.
“A obra já está ganhando forma e é muito especial acompanhar como os desenhos estão sendo transformados em uma intervenção artística dentro do parque. É uma maneira de mostrar que o conhecimento produzido na escola também pode ocupar os espaços da cidade e dialogar com a natureza”, ressaltou.
O artista Jean Paul Ganem também destacou o protagonismo dos estudantes no processo criativo.
“Ao participar da concepção da obra, os estudantes deixam de ser apenas visitantes e passam a fazer parte da criação de um espaço que também funciona como extensão dos processos de aprendizagem”, explicou.
Projeto une agrofloresta, alimentação e geração de renda
Além da intervenção artística, o Jardins Comestíveis dá continuidade às atividades de formação e manejo do espaço, com a criação de uma nova turma composta por 12 jardineiros.
A proposta integra agrofloresta, educação ambiental, arte, ecogastronomia, segurança alimentar e geração de renda. O trabalho também prevê ações educativas e comunitárias, além do fortalecimento da conexão entre produção agroecológica, alimentação, cultura e oportunidades para a população.
Segundo o diretor-executivo da ONG Dia da Terra Brasil, Mozart Mesquita, a continuidade do projeto demonstra a importância da colaboração entre diferentes setores da sociedade.
“O Jardins Comestíveis consegue reunir formação, produção de alimentos, arte, educação e participação comunitária em um mesmo espaço. Essa nova obra mostra justamente essa integração, porque nasce do olhar das crianças e passa a fazer parte do ambiente onde todas essas ações acontecem”, afirmou.
Parceria fortalece iniciativas sustentáveis
A EDP também participa da iniciativa, que reúne poder público, iniciativa privada, terceiro setor, comunidade escolar e moradores em torno de ações de transformação socioambiental.
Para o especialista em Impacto Social da empresa, Paulo Ramicelli, a continuidade do projeto reforça o compromisso com iniciativas que promovem benefícios para a comunidade.
“Apoiar a continuidade do projeto Jardins Comestíveis em Itaquaquecetuba reafirma nosso compromisso com iniciativas que transformam realidades. Esta nova etapa consolida a união de diversos setores da sociedade: poder público, iniciativa privada, terceiro setor, comunidade escolar e moradores, em prol da educação ambiental, da segurança alimentar e do uso consciente dos espaços públicos. Para a EDP, fazer parte dessa construção coletiva é muito gratificante”, finalizou.
Com a nova intervenção, o Parque Ecológico Mário do Canto amplia seu papel como espaço de convivência, educação ambiental e valorização da cultura, aproximando a população da natureza e incentivando a participação comunitária.
Fotos: Mariana Acioli.







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