Itaquá entra em estado de atenção com elevação do nível do rio Tietê
Defesa Civil intensifica o monitoramento, mantém equipes mobilizadas e orienta moradores de áreas vulneráveis a redobrar os cuidados

A elevação do nível do rio Tietê, que se aproxima da cota de extravasamento, colocou Itaquaquecetuba em estado de atenção. A Defesa Civil municipal mantém o monitoramento das condições hidrológicas e meteorológicas e reforça as orientações preventivas à população, principalmente nas regiões historicamente sujeitas a alagamentos e inundações.
O nível elevado do rio pode comprometer o funcionamento da microdrenagem, dificultando o escoamento da água da chuva. Dessa forma, novas precipitações podem aumentar o risco de alagamentos e provocar transtornos em diferentes pontos do município.
O alerta ocorre após uma sequência de episódios de chuvas intensas que exigiram a mobilização de diversas equipes da administração municipal. Entre as medidas adotadas estão atendimentos emergenciais, assistência humanitária, limpeza urbana, desobstrução de redes de drenagem, vistorias técnicas e preparação para novos eventos climáticos.
O prefeito Eduardo Boigues destacou a importância do trabalho preventivo e da participação dos moradores.
“Nosso compromisso é proteger a população e garantir que a cidade tenha condições de responder rapidamente a situações de emergência. Estamos acompanhando os pontos mais vulneráveis e mantendo as equipes mobilizadas. É importante lembrar que a prevenção também depende da colaboração dos moradores, respeitando os alertas e evitando situações de risco”, afirmou.
Um dos episódios mais recentes de mobilização ocorreu após as chuvas dos dias 10 e 11 de outubro. A atuação envolveu a Defesa Civil e diferentes secretarias municipais, que acompanharam as ocorrências e as necessidades das famílias mesmo após o fim das precipitações.
Para o secretário de Governo e Tecnologia, Marcello Barbosa, a integração entre os setores da administração é fundamental para garantir agilidade nas respostas e organizar os recursos disponíveis.
“Uma ocorrência climática exige muito mais do que uma ação isolada. É preciso integrar informações, equipes e estruturas de diferentes áreas da administração para que cada demanda receba o encaminhamento adequado. Nosso trabalho é fortalecer essa articulação e garantir que a resposta do município seja coordenada, desde a identificação do risco até o atendimento à população”, explicou.
Histórico de temporais reforça necessidade de prevenção
A experiência dos temporais registrados nos dias 12 e 13 de setembro também reforçou a necessidade de manter ações permanentes de recuperação e prevenção. Na ocasião, Itaquaquecetuba registrou 117 milímetros de chuva, com ocorrências de alagamentos e deslizamentos. Cerca de 2,1 mil moradias foram afetadas.
Entre os serviços executados estiveram a limpeza e o desassoreamento de bocas de lobo, o jateamento de tubulações e a retirada de água acumulada com caminhão hidrojato. Na região da Maria Augusta, também foram realizados esgotamento manual e intervenções para melhorar o escoamento.
As famílias atingidas receberam assistência da Secretaria de Assistência Social, com distribuição de cestas básicas e kits de limpeza. Um abrigo emergencial também foi disponibilizado para acolher moradores que precisaram deixar suas residências.
Defesa Civil recebe capacitação para enfrentar eventos climáticos
A preparação do município também envolve qualificação técnica. Na última segunda-feira (26), a Defesa Civil de Itaquaquecetuba participou de um treinamento estadual voltado à preparação dos municípios diante dos possíveis impactos do fenômeno El Niño entre este ano e o próximo.
A capacitação abordou monitoramento meteorológico, identificação de áreas vulneráveis, planejamento preventivo e protocolos de resposta a situações de emergência.
Segundo o subsecretário de Defesa Civil, Anderson Marchiori, acompanhar as condições do rio, do solo e as previsões meteorológicas é essencial para antecipar possíveis ocorrências.
“Quando o nível dos rios se eleva, precisamos observar a capacidade de escoamento da água. O solo encharcado e as redes de drenagem sobrecarregadas podem favorecer alagamentos. Por isso mantemos as vistorias e o monitoramento para identificar mudanças e orientar os moradores”, ressaltou.
Veja as orientações da Defesa Civil
Diante do atual cenário, a Defesa Civil orienta os moradores a:
Evitar áreas alagadas e nunca atravessar ruas com água acumulada, seja a pé ou de veículo.
Não se aproximar das margens do rio Tietê e de córregos.
Redobrar a atenção em bairros e vias historicamente sujeitos a alagamentos.
Acompanhar os comunicados oficiais da Prefeitura e da Defesa Civil.
Respeitar os alertas e as orientações das equipes de emergência.
Em caso de emergência, os moradores devem acionar a Defesa Civil pelo telefone 199.
Fotos: Divulgação.







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