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Itaquá avança para nível A em indicador nacional de capacidade para gestão de riscos e desastres

29 de set.
3 min de leitura

Município evoluiu de C para B e, agora, A em pouco mais de um ano; avaliação federal reconhece estruturação de ações de planejamento, prevenção e resposta

a evolução de C para B e, agora, para A
a evolução de C para B e, agora, para A

Itaquaquecetuba alcançou a faixa A, considerada de alta capacidade, no Indicador de Capacidade Municipal (ICM), do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Na avaliação federal mais recente, o município atende a 18 das 20 variáveis consideradas pelo indicador.

O resultado representa uma evolução registrada em pouco mais de um ano. Nesse período, Itaquá passou da faixa C para B e, posteriormente, para A, ampliando e qualificando instrumentos voltados à gestão de riscos, prevenção, preparação e resposta diante de situações de emergência e desastres.

Indicador avalia estrutura dos municípios

Criado pelo governo federal, o ICM acompanha a capacidade dos municípios de prevenir, mitigar, preparar-se, responder e se recuperar diante de situações de risco.

A avaliação considera 20 variáveis distribuídas em três dimensões:

  • Instrumentos de planejamento e gestão;

  • Coordenação intersetorial e capacidades;

  • Políticas, programas e ações.

Entre os critérios analisados estão a existência de Plano Municipal de Redução de Riscos, mapeamento de áreas vulneráveis, planos de contingência, estrutura da Defesa Civil, previsão orçamentária, capacitação de equipes, núcleos comunitários, ações preventivas e sistemas de monitoramento e alerta.

A metodologia também considera o porte e o perfil de risco de cada município. Dessa forma, a classificação não depende apenas da quantidade de instrumentos existentes, mas também de como eles estão distribuídos entre as diferentes dimensões avaliadas.

Na avaliação mais recente, Itaquá alcançou sete dos oito itens de planejamento e gestão, seis dos sete de coordenação intersetorial e capacidades e cinco dos cinco de políticas, programas e ações, totalizando 18 das 20 variáveis atendidas.

“Alcançar a faixa A demonstra que a gestão de riscos precisa ser tratada como uma política permanente. Temos trabalhado para aprimorar procedimentos, integrar as equipes e ampliar a capacidade de prevenção para que o município esteja preparado para agir com rapidez e organização sempre que necessário”, afirmou o subsecretário de Defesa Civil, Anderson Marchiori.

Plano de redução de riscos e participação comunitária

Entre as iniciativas que integram essa estrutura está o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), desenvolvido em parceria com a Unicamp e o Ministério das Cidades e concluído em 2025.

O documento identificou setores com situações de risco relacionadas a inundações, enchentes, alagamentos, solapamento de margens e deslizamentos, além de estabelecer propostas de medidas para a redução dessas vulnerabilidades.

A preparação também conta com a participação da comunidade. Em dezembro de 2025, 30 voluntários do Núcleo de Proteção e Defesa Civil (NUPDEC) concluíram 80 horas de formação, fortalecendo a atuação comunitária em ações de prevenção e preparação para situações de emergência.

Paralelamente, as equipes municipais vêm ampliando a capacitação técnica. Ao longo de 2026, agentes da Defesa Civil participaram de treinamentos para resgate em ambientes confinados, combate a incêndios em áreas de vegetação e operações com botes em situações de enchentes e inundações.

Monitoramento e planos de contingência

Outro componente da estrutura é o monitoramento permanente. O Centro de Operações de Emergências (COE) passou por modernização e mantém acompanhamento contínuo de ocorrências relacionadas a chuvas intensas, enchentes, alagamentos, estiagem, queimadas e ventos fortes.

A estrutura permite reunir informações, apoiar a tomada de decisões, acionar equipes e articular os diferentes órgãos envolvidos nas ocorrências.

O município também conta com planos de contingência específicos para períodos e situações de maior risco. Os documentos estabelecem procedimentos e responsabilidades para garantir uma atuação integrada dos setores públicos.

Para o prefeito Eduardo Boigues, a proteção da população depende de uma atuação permanente e articulada entre diferentes áreas da administração.

“O avanço no indicador mostra que estamos fortalecendo uma estrutura que envolve Defesa Civil, planejamento, obras, tecnologia, assistência, meio ambiente e outras áreas. Nosso compromisso é continuar aprimorando esse trabalho e transformar planejamento em ações concretas de proteção.”

Faixa A não significa ausência de riscos

A classificação A não significa que Itaquaquecetuba esteja livre de riscos ou imune à ocorrência de desastres. O indicador reconhece o grau de estruturação do município para identificar vulnerabilidades, planejar ações, preparar equipes e organizar respostas diante dessas situações.

Nesse sentido, a evolução de C para B e, agora, para A representa o fortalecimento gradual de uma política municipal de proteção e defesa civil.

A manutenção dessa capacidade exige atualização dos instrumentos de planejamento, qualificação das equipes, aperfeiçoamento do monitoramento e execução de medidas destinadas à redução dos riscos.

“O resultado do ICM reforça uma diretriz que orienta a gestão de riscos: a proteção da população começa antes da emergência. Planejar, antecipar cenários e preparar respostas são medidas essenciais para tornar Itaquá cada vez mais resiliente e preparada”, finalizou o prefeito.

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